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Subsídio de Natal: amortizar o crédito da casa ou reforçar poupanças?

Amortizar o crédito habitação até 2024 conta com isenção da comissão. Mas há outras formas de reduzir a prestação da casa.
Subsídio de Natal para amortizar crédito habitação
Freepik

A quadra natalícia está a chegar e para muitos significa uma maior folga orçamental, já que é por esta altura que se recebe o subsídio de Natal. Enquanto para algumas famílias este montante extra no orçamento serve para comprar presentes e preparar a consoada, para outras o subsídio de Natal pode mesmo ajudar a aliviar os custos com a casa, mediante a amortização antecipada do crédito habitação. Há também quem encare este capital extra como uma forma de reforçar as poupanças, que podem ser rentabilizadas por várias vias. Explicamos tudo neste artigo preparado pelo idealista/news.

Desde logo, num momento em que o custo de vida está mais caro por via da inflação, é preciso ter cuidado para evitar gastar todo o subsídio de Natal em presentes, decorações natalícias ou na preparação da consoada para a família. Depois, resta saber qual é a melhor opção para alocar este rendimento extra: será melhor amortizar o crédito habitação ou reforçar as poupanças? Não há uma resposta única para esta questão, dependendo sempre a situação financeira de cada família e do peso dos encargos com o empréstimo da casa sobre os rendimentos familiares. Há, sim, várias opções a considerar, que destacamos em seguida.

Amortizar o crédito habitação: quais as vantagens?

Com as prestações da casa a subir a pique por via do aumento dos juros – taxas que já representam 60% da prestação média em Portugal -, há cada vez mais famílias a optar por amortizar os créditos habitação de forma antecipada. E o subsídio de Natal pode, assim, ajudar a aumentar o montante que tens disponível para avançar com a amortização do empréstimo.

“Com o aumento das taxas de juro, vários agregados com aforro têm optado por amortizar os seus créditos, seja parcial ou totalmente. No lugar de terem as poupanças com rentabilidade inferior à taxa dos empréstimos, optam por reduzir os encargos financeiros com os seus créditos da casa”, disse em entrevista Miguel Cabrita, responsável pelo idealista/créditohabitação em Portugal.

A verdade é que amortizar o crédito habitação parcialmente ajuda a reduzir a prestação da casa, bem como o montante total dos juros a pagar ao banco. E, esta é uma boa altura para o fazer, já que as famílias podem beneficiar da suspensão da comissão de amortização antecipada até 2024 e ainda de resgatar capital dos seus dos Planos de Poupança Reforma (PRR) para amortizar o crédito habitação sem quaisquer penalizações, também até ao final do próximo ano.

Esta pode ser uma alternativa para quem tem poupanças que não lhes faça falta – para uma emergência, por exemplo – e que possuem empréstimos habitação de taxa variável (ou mista em período variável), cujas prestações variam consoante as taxas Euribor contratadas.

Já para as famílias que precisam de ter poupanças de lado por qualquer motivo, há outras formas de reduzir as prestações da casa, como transferir o crédito para outro banco, renegociar o crédito segundo as novas regras, pedir a bonificação dos juros ou até para fixar a prestação da casa durante dois anos.

Portanto, usar o subsídio de Natal para amortizar o crédito habitação terá de ser sempre uma escolha ponderada consoante a disponibilidade e situação financeira de cada agregado familiar.

Amortizar o crédito habitação
Foto de Andrea Piacquadio no Pexels

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Poupar o subsídio de Natal: como rentabilizar?

Para quem preferir poupar parte ou todo o subsídio de Natal pode optar por uma das várias formas que existem para rentabilizar este capital e proteger as poupanças da inflação, por exemplo:

  • Depósitos a prazo

A taxa de juro média nos novos depósitos a prazo chegou a 2,29% em setembro, o valor mais elevado desde abril de 2013, apontou o Banco de Portugal. Esta maior rentabilização dos depósitos a prazo tem estimulado as famílias a colocar mais dinheiro no banco, até porque é um instrumento financeiro com poucos riscos associados. Além disso, colocar o subsídio de Natal em depósitos a prazo pode ser uma boa forma de entrar no mundo dos investimentos.

Ainda assim, importa salientar que Portugal continua a ser um dos países que pior remunera os depósitos a prazo na Zona Euro, cuja taxa de juro média foi de 3,08% em setembro. Abaixo de Portugal estava só mesmo a Croácia (1,19%), o Chipre (1,53%), a Grécia (1,75%) e a Eslovénia (2,12%), tornando-o no 5.º país que oferece menores remunerações aos depositários, revelam os dados mais recentes do Banco Central Europeu.

Já os países com melhores remunerações dos depósitos a prazo na Zona Euro são a Estónia (taxa de juro média de 3,73% em junho), França (3,60%) e Itália (3,54%), apontam os mesmos dados referentes a setembro.

  • Planos de Poupança Reforma (PPR)

Esta é uma forma de poupar a pensar no futuro – embora agora sirva também para ajudar a aliviar as prestações da casa e o elevado custo de vida. Antes de investir o subsídio de Natal num PPR há que comparar as comissões, rentabilidades, riscos de remuneração, garantias de capital e ter em conta também os benefícios fiscais.

Certificados de Aforro

Agora, está a ser comercializada a série F dos certificados de aforro, com uma remuneração de 2,5%. Uma vez que já há bancos a remunerar melhor os depósitos a prazo (acima de 2,5%), o investimento nos certificados de aforro tem vindo a cair desde junho. De notar que, quando a comercialização da série E esteve ativa (até junho), a taxa de juro estava nos 3,5%, o que estimulou a corrida aos certificados de aforro em Portugal. Ainda assim, continua a ser uma forma interessante de rentabilizar as poupanças no longo prazo e com risco reduzido.

Rentabilizar poupanças
Foto de Karolina Grabowska no Pexels
Fonte: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2023/11/30/60374-subsidio-de-natal-amortizar-o-credito-da-casa-ou-reforcar-poupancas
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