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Grande Porto compete com Grande Lisboa com mais oferta e atrai cada vez mais investimento

Procura pela zona norte tem aumentado nos segmentos hoteleiro, logístico, industrial e de escritórios, segundo a Cushman & Wakefield.

O mercado industrial e logístico no Grande Porto apresenta atualmente uma oferta estimada nos 13 milhões de metros quadrados (m2), superior à da Grande Lisboa. A conclusão é do estudo Market Updata Porto, elaborado pela consultora Cushman & Wakefield (C&W), divulgado esta quinta-feira (28 de novembro de 2019) no evento de apresentação das novas instalações da consultora na Invicta, localizadas no Edifício Burgo, Avenida da Boavista.

Na apresentação do estudo, Andreia Almeida, responsável do research da C&W, destacou que “a Área Metropolitana do Porto (AMP) tem vindo a atrair grandes ocupantes, uma tendência que se deverá manter face aos projetos recentemente anunciados para a região”.

A procura do setor logístico na AMP tem demonstrado dinamismo nos últimos anos. “Em 2019, o destaque vai para a conclusão do Bloco Logístico da Póvoa de Varzim, da Mercadona, com 24 mil m2. Ainda no segmento alimentar, iniciou-se este ano a construção do novo entreposto do Lidl, no Parque Industrial de Santo Tirso, o qual irá ter 48 mil m2”, refere o estudo.

A C&W destaca que setor industrial tem igualmente atraído grandes investidores, entre os quais se destaca a fabricante de estruturas Stelia Aerospace, do grupo Airbus, que irá instalar na Zona Industrial da Ermida (Santo Tirso) uma unidade de 72 mil m2, com conclusão em 2021. A AMP vai contar também com o primeiro parque industrial e logístico do país, o VGP Park Santa Maria da Feira, promovido pela VGP.

Considerando esta oferta, o valor de arrendamento prime, no eixo Maia/Via Norte, continuam a subir, situando-se atualmente nos 3,85€ m2/mês.

Elevada procura de escritórios
Na componente de escritórios, o estudo da C&W destaca que “a elevada procura latente deverá ser colmatada com a oferta futura prevista até 2022, num total acima de 110 mil m2, dos quais 72% estão já em construção”.

Até 2022 está prevista a conclusão de nove projetos, entre os quais se destaca o Porto Office Park, do grupo Violas Ferreira, com 31.500 m2 – neste momento comercializado em 60% -, o Porto Business Plaza, da SDCi, com 15.500 m2 e os dois edifícios do Icon Offices, da Civilria.

Contudo, o estudo Market Updata Porto alerta que “entre janeiro e setembro de 2019 o volume dos espaços transacionados atingiu apenas os 26.000 m2, uma evolução explicada em grande medida pela escassez de oferta de espaços de qualidade”.

De destacar também que a área total de escritórios no Grande Porto situa-se atualmente acima dos 1,54 milhões de m2 de Área Bruta Locável (ABL), distribuída por mais de 50 projetos, a maioria deles localizados na Invicta.

As rendas prime na cidade do Porto são praticadas na Boavista, considerada a CBD do Grande Porto e mantiveram-se estáveis ao longo dos últimos 12 meses nos 18€ m2/mês.

De referir que o setor dos escritórios registou o maior negócio do ano na região, com a venda do edifício Burgo por parte da Dos Puntos Asset Management à Varde, por um valor superior a 40 milhões de euros.

Comércio de rua goza de enorme dinâmica
O comércio de rua na cidade do Porto goza de uma enorme dinâmica, contando atualmente com 1.300 unidades em cerca de 229.000 m2 de área de venda. Por formatos, o comércio de rua representa 57% da procura, enquanto que os conjuntos comerciais ficam pelos 34%.

De janeiro a setembro foram registados, pela C&W, 140 negócios, sendo que o setor da restauração continua a dominar o número de transações, com 57% das aberturas.“Contrariando a tendência de anos anteriores, os operadores múltiplos tem sido os mais ativos em 2019, representando até setembro 40% das operações”, mostra o estudo.

A consultora revela ainda que, após o crescimento favorável dos últimos anos, as rendas prime encontram-se estabilizadas, nomeadamente nos 75€ m2/mês na rua de Santa Catarina, 45€, nos Clérigos e 40€ no eixo Flores/ Mouzinho da Silveira.

O destaque vai também para a Avenida dos Aliados que começa a posicionar-se como um destino de luxo do Porto, com novas aberturas programadas para o final de 2019 e um valor de renda médio de 55€ m2/mês.

Investimento estrangeiro aumentou 74%
“O crescimento gradual do peso do capital estrangeiro no investimento imobiliário na AMP, que no ano corrente atingiu 74%, demonstra o aumento da atratividade da região”, conclui o estudo, alertando que “o investimento imobiliário institucional na AMP se encontra ainda numa fase de consolidação, com a escassez de oferta de produto de investimento estruturado”.

Assim, refere que, desde 2015, foram somente transacionados 571 milhões de euros em imobiliário comercial, dos quais 151 milhões de euros entre janeiro e setembro.

O concelho do Porto é o mais representativo, com um volume médio de 53% do volume transacionado na AMP entre 2015 e 2019, o qual aumenta para 89% restringindo a análise a 2019.

Por seu lado, o setor hoteleiro foi o mais ativo, com um total de 48 milhões de euros, em quatro transações. De realçar o segmento de residências de estudantes, cuja procura tem vindo a aumentar a nível nacional e que no Porto se concretizou através da aquisição pela Xior de uma residência de estudantes, que irá ser operada pela Odalys, por 18 milhões de euros.

Fonte ImoLeite: https://www.idealista.pt/news/financas/investimentos/2019/11/29/41662-grande-porto-compete-com-grande-lisboa-com-mais-oferta-e-atrai-cada-vez-mais (02/12/2019)

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