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As casas do futuro perspetivadas pelos arquitetos do presente

À semelhança daquilo que acontece noutros setores, também a indústria da construção e os conceitos que giram em torno da arquitetura estão a sofrer múltiplas alterações. Os princípios que há algumas décadas pareciam inquebráveis são agora questionados pelos próprios arquitetos, que procuram perceber como é que os conceitos tradicionais devem adaptar-se às novas circunstâncias da sociedade. Até há quem fale inclusivamente numa nova era: o pós-digital, em que os arquitetos irão projetar os ambientes do futuro em código, para que mais tarde sejam os robôs a encarregar-se de transformar esses desenhos em realidade.

São cada vez mais os arquitetos com novas soluções que procuram responder aos desafios das cidades do futuro. Muitos propõem o cidadão nómada que andará pelo mundo a viver em pequenas unidades ou de um lado para o outro com a “casa às costas”.

Tudo passa pela tentativa de aumentar a versatilidade das construções do futuro: expandir uma casa de acordo com as necessidades de quem a habita, incorporar novos espaços ou eliminar aqueles que não são muito utilizados, deslocar estabelecimentos facilmente se o local não for apropriado para o negócio… Tudo de forma simples, fazendo uso de novas tecnologias para agilizar processos.

Construções sobre a água ou nas alturas
O planeta em que vivemos desempenha um papel fundamental em muitas das propostas que arquitetos de todo o mundo apresentam para o futuro da habitação. No atual estado do meio ambiente, com especialistas a lançar alertas sobre as consequências do aquecimento global nas nossas vidas, muitos estão a procurar alternativas e a construir sobre a água. Há aqueles que, como William Maddinson, querem antecipar as possíveis situações que provocam inundações. Propõem que as casas construídas sobre os rios tenham fachadas insufláveis, para que os habitantes possam sobreviver se o nível da água aumentar.

Há até quem imagine o futuro sem inundações, ainda que existam muitas cidades, como Veneza, que têm permanentemente um grande caudal de água a passar pelas ruas. Para resolver isso os arquitetos planeiam que as casas se construam sobre estruturas impressas em 3D capazes de resistir perfeitamente à corrente, evitando que os inquilinos tenham de viver na água.

Mas as inundações não são a única razão para se construir sobre a água. Há quem também esteja a propor medidas capazes de resolver problemas de bairros pobres que estão junto de bacias hidrográficas. Falam da possibilidade de comercializar as estruturas em peças, para que sejam os próprios cidadãos os responsáveis ​​pela montagem e, assim, reduzir tanto quanto possível os custos do trabalho.

Essa é uma das premissas para resolver os problemas do futuro: custos mais baixos. Por esta razão, há muitos que sugerem a construção em altura para assim reduzir o espaço terrestre que ocupam os edifícios, numa altura em que os preços dispararam. E para dar mais versatilidade a estas construções, surgiram projetos como ‘Freespace’, de Nicholas DeBruyne e Ryan Cotterill: estruturas em que são os próprios inquilinos a instalar as suas próprias casas impressas em 3D.

Pensar no planeta Terra
Este é precisamente outro dos principais objetivos perseguidos por muitas dessas iniciativas: aproveitar a escassez de materiais de construção para fazer uso de outros que respeitem o meio ambiente. Há arquitetos que planeiam que os habitantes cultivem vegetais cujas fibras sejam aproveitadas para fabricar o material de construção. Algo que pode ser muito útil ao integrar projetos habitacionais em forma de cápsulas feitas com diferentes materiais, incluindo bioplásticos que não prejudiquem o meio ambiente.

Além disso, há outras ideias que apontam nessa mesma direção, como a de replicar a estrutura das árvores da floresta, em diferentes camadas, a fim de se fazer um maior uso dos espaços urbanos e construir casas. As casas seriam localizadas no topo dessas estruturas, de tal forma que a vegetação não teria de ser abandonada nas cidades.

Um melhor uso do espaço
Os arquitetos do presente também apontam para outra tendência: aproveitar ao máximo o espaço das cidades, como o espaço deixado entre os diferentes edifícios. A abordagem é a de adicionar unidades facilmente montáveis e desmontáveis nesses espaços.

Também há algumas ideias um pouco mais criativas e, pelo menos agora, menos realistas. Como aquelas que propõem que, para evitar perdas humanas em catástrofes naturais, como terramotos ou tsunamis, cada casa seja equipada com um miniavião de evacuação.  Ou aqueles que pensam em cidades com cidadãos que viajam ao redor do mundo, seja procurando por diferentes tipos de casas ou com as suas próprias casas, equipadas com balões de ar quente para viajar.

Em suma, as ideias que os arquitetos do presente colocam na mesa para melhorar as cidades do futuro são diversas. Só o tempo dirá quais delas conseguirão chegar a um bom porto e quais as que ficarão pelo caminho. A única coisa de que temos certeza é que a tecnologia acabará por desempenhar um papel fundamental, tanto na arquitetura como na realização dos projetos de amanhã.

 

Fonte ImoLeite: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2019/02/08/38724-e-assim-que-os-arquitetos-do-presente-perspetivam-as-casas-do-futuro (11.02.2019)

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